James
Hetfield

James Hetfield foi criado numa família
estadunidense tradicional
de evangélicos rigorosos, valores
que começaram a ser questionados por ele durante a adolescência, o que criou
vários conflitos com seu pai, Virgil Hetfield, que era
caminhoneiro. James voltaria à
fé somente em meados da década
de 1990. Sua mãe, Cynthia, fora cantora
lírica quando jovem, e ajudou James em seus primeiros passos na
música quando ele era criança. Cynthia e Virgil se
divorciaram.
Cynthia morreu de câncer ainda jovem após recusar
receber tratamento, por acreditar que a cura viria através da fé em
Deus, e não de remédios, conforme pregava sua doutrina religiosa. O
episódio afetou James profundamente que, anos mais tarde, viria a
externar o sentimento em músicas como "The God that Failed" ("O
Deus que Falhou") e "Until It Sleeps" ("Até que Durma").
Música
James iniciou seu contato com a música aos 9
anos, quando teve aulas de piano. Também aprendeu a
tocar bateria antes de partir para
a guitarra.
Anos mais tarde, James sai de casa, começa a
dedicar-se totalmente a música e forma a sua primeira banda:
Obsession. A banda era formada pelos irmãos Jim e James
Arnold. Mais tarde eles saíram da banda e foram substituídos por
Dave Marrs e Ron
McGovney.
Os Obsession tocavam em apresentações de escola,
sem muita repercursão e já começavam a compôr as suas primeiras
letras, mas sem muito sucesso. As pequenas platéias (quando tinham)
preferiam covers, o que irritava James.
Metallica
Nos primórdios da banda, o Metallica experimentou várias
formações de vocal e guitarra. Algumas das opções consideradas
incluiam um outro guitarrista, tendo John Roads como guitarrista
solo e John Bush do Armored
Saint (que mais tarde se juntaria
ao Anthrax) como vocalista.
Hetfield afirmou numa entrevista em 1989
para a revista Spin que a banda queria o
ex-vocalista do Misfits, Glenn Danzig, mas não deixou
claro se Danzig chegou a ser contactado pela banda. Finalmente, a
banda foi formada com James Hetfield (guitarra e vocal),
Lars Ulrich (bateria), Dave
Mustaine (guitarra) e Ron McGovney (baixo). De
1981 a 1983, o estilo de vida errático
de Mustaine ocasionou problemas de relacionamento entre ele e
Hetfield. Mustaine chegou a derramar cerveja no baixo de McGovney, o
que fez com que ele levasse um choque elétrico ao ligar o baixo e
por pouco não se machucasse mais seriamente. Hetfield e Ulrich
acabaram por ejetar Mustaine da banda por causa de seus excessos
com bebida, e recrutaram o guitarrista Kirk Hammett da banda
Exodus no mesmo dia. Mustaine
foi mandado de volta para casa numa viagem de 4 dias de ônibus e
acabou formando o Megadeth.
Até meados da década de 1990, Hetfield
gravava todas as bases de guitarra do Metallica. Apenas no álbum
Load, de 1996, Hammett passou a também
gravar bases. Hetfield também gravava alguns solos, como o de
"Nothing Else Matters",o solo de "Whiskey in The jar",o solo final
de "The Outlaw Torn",o segundo de "To Live Is to Die", o segundo de
"Orion",o primeiro interlúdio de "Master of Puppets",Primeiro e
Segundo solo de "Suicide & Redemption",segundo de "Welcome
Home(SANITARIUM)" primeiro de "The Day That Never Comes", primeiro
solo de "That Was Just Your Life" e junto com Kirk Hammett o solo final de
"One". Ele também escreve a maioria das harmonias de guitarra, bem
como escreve as letras, melodias vocais e co-arranjar as músicas
com Ulrich.
Hetfield se envolveu em muitos incidentes em
palco, sendo o mais conhecido o da pirotecnia no Estádio Olímpico de Montreal. Em turnê com o Guns N'
Roses, em 8 de
agosto de 1992, ele acidentalmente entrou
na área destinada a parte das chamas químicas que estavam
programadas para incendiar em "Fade to Black". A guitarra o
protegeu da força da explosão, entretanto, o fogo envolveu o lado
esquerdo de seu corpo, queimando sua mão, seu braço, sobrancelha,
rosto e cabelo. Ele sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus,
mas voltou aos palcos 17 dias depois, com o guitarrista John
Marshall (ex técnico de guitarra de Hammett e membro da
banda Metal
Church) tocando em seu lugar, durante
quatro semanas, até que ele se recuperasse totalmente. John
Marshall também substitui James em algumas ocasiões na década de
80, quando o frontman feriu o braço em acidentes de
skate.
James travou sua maior batalha, nesses últimos
anos, contra o seu maior vício: o álcool. Durante a gravação do
álbum St. Anger, James entrou num processo de reabilitação. Esse
fato e outros problemas encontrados pela banda nos últimos anos
pode ser visto mais detalhadamente no DVD "Some Kind of
Monster".
Guitarras
James Hetfield tem sido um dos principais
patrocinados pelo fabricante de guitarras ESP desde a
década
de 1980, sendo conhecido pelo constante
uso de guitarras do modelo explorer. As guitarras que ele usava,
entretanto, eram fabricadas sob medida para ele pela ESP,
com captadores activos EMG 81
e 60. No começo da carreira, sua principal guitarra foi uma
Gibson Flying V,
usada quase exclusivamente até meados de 1984, quando ele mudou para o
modelo explorer. Sua primeira guitarra foi uma cópia barata de uma
Gibson Flying V, de cor branca.
Na década
de 1990 a ESP começou a produzir os
primeiros modelos com a assinatura de James Hetfield. Já foram
produzidos um total de seis modelos diferentes. James, entretanto,
geralmente usa guitarras da Gibson
e de outros fabricantes, apesar do seu patrocínio
pela ESP.
Ele usa cordas Ernie
Ball Power Slinky e Skinny Top Heavy
Bottom, com espessura partindo de .10-.52 na afinação padrão e mais
grossas em afinações mais baixas, com palhetas Dunlop Ultex Sharp
.90mm. James usa um transmissor wireless Shure.
Amplificadores
Ao longo da carreira do Metallica, James usou uma
grande quantidade de amplificadores. Nas gravações do Kill 'Em All e no Ride the Lightning, ele usou
amplificadores Marshall, ocasionalmente usando
algum efeito. No Master of
Puppets, ele e Kirk
Hammett compraram um Mesa Boogie Mark IIC+, e desde
então James tem usado amplificadores Mesa Boogie.
James costuma usar mais de um amplificador
diferente pra criar seus timbres. Em shows, o som é
predominantemente dos Mesa Boogie, mas em estúdio ele utiliza uma
variedade de combinações de diferentes amps, que são
mixados para se obter o timbre
final.
Seu timbre limpo vem de um Roland Jazz Chorus
JC-120.
Efeitos
Por serem pequenos, James teve vários problemas
de pedais danificados em apresentações ao vivo e durante turnês,
por isso ele passou a reunir todos os efeitos e processadores em um
rack. James não controla os efeitos no palco — seu
roadie é quem troca os efeitos
e os amps num pedalboard ao lado do palco, numa sequência combinada
durante os ensaios.